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Chefe da Quebrada: o fotógrafo Frank Stefanko conseguiu, ao longo dos anos, capturar a essência de Bruce Springsteen




Chefe da Quebrada: o fotógrafo Frank Stefanko conseguiu, ao longo dos anos, capturar a essência de Bruce Springsteen


“Descobri que não havia máscara – Bruce era daquele jeito mesmo, autêntico e simples”, admite o fotógrafo

“Ei, Frankie, vamos fazer umas fotos?” O ano era 1978. O fotógrafo Frank Stefanko havia recebido uma ligação e do outro lado da linha, fazendo essa pergunta, estava Bruce Springsteen. Dentro do circuito de colaboradores e associados do The Boss, Stefanko é menção obrigatória. Ele trabalha com o músico de Nova Jersey desde o final da década de 1970 e esteve ao lado de Springsteen em momentos definidores da carreira do cantor. Registrou inúmeros shows dele e também os seus bastidores. Foi responsável, ainda, pelas capas dos álbuns Darkness on the Edge of Town (1978), The River (1980) e da coletânea Chapter and Verse (2016). O livro Further up the Road – Photographs by Frank Stefanko é o compêndio destas quatro décadas de interação entre o fotógrafo e Springsteen. Veja algumas das imagens clicando na galeria.

Com o tempo, o que começou como um mero relacionamento profissional virou amizade. Stefanko era amigo de Patti Smith e ocasionalmente tirava fotos dela. A cantora falou para Springsteen de um fotógrafo que era “o maior fã dele”. Em seguida, os agentes do The Boss enviaram a Stefanko uma cópia do álbum Greetings from Asbury Park, N.J., com a dedicatória: “De Bruce, para o meu maior fã”. Quando estava preparando o álbum Darkness on the Edge of Town, Springsteen lembrou-se de Stefanko, já que também havia ficado impressionado com os cliques que ele havia feito de Patti.

O fotógrafo pega o fio da meada da saga: “Justamente naquele momento, Bruce havia dado a Patti a música ‘Because the Night’, que se tornou um grande hit para ela”. Por coincidência, eles estavam gravando no Record Plant. “Ela reforçou que seria legal fazer algo comigo. Assim, uma coisa levou a outra. Eu tenho que agradecer muito à minha amiga Patti. Ela até hoje me telefona em todos os meus aniversários.”

Depois da ligação, Bruce Springsteen finalmente foi conhecer Stefanko em Haddonfield, Nova Jersey, como ele hoje conta: “Em uma manhã fria de fevereiro, Bruce veio até a minha casa, que mal tinha mobília – eu havia acabado de me mudar para lá”. Logo eles já pareciam velhos companheiros. “Ficamos na sala olhando o meu material. Eu queria saber quem era o cara por trás da máscara de astro do rock. E descobri que não havia máscara – Bruce era daquele jeito mesmo, autêntico e simples.”

No dia seguinte, os trabalhos começaram. “Estava nevando, mas mesmo assim decidimos dar uma volta na vizinhança para ver o que poderia acontecer”, lembra Stefanko. Foi aí que a inspiração surgiu: “Estávamos andando pela vizinhança e vimos um Corvette. Bruce encostou na lateral, olhou para mim e eu tirei a foto. Foi isso, um clique só. Eu acho que ninguém poderia imaginar que esta seria talvez a foto mais popular de toda a carreira dele. E foi escolhida para ilustrar a capa da autobiografia de Bruce, Born to Run, que saiu em 2016”.

Hoje, Stefanko avalia o envolvimento dele com o músico: “Quando eu ouvi a música dele no começo da década de 1970, senti que alcançaria a fama”, fala. “Mas não poderia prever que ele chegaria a um patamar tão alto, tornando-se um ícone.”

A Palavra do Chefe
Bruce Springsteen escreveu a introdução de obra fotográfica sobre ele

O livro Further up the Road – Photographs by Frank Stefanko (Wall of Sound Editions) ainda não tem previsão de lançamento no Brasil, mas pode ser facilmente obtido via importação. Esse lançamento vem complementar a primeira obra que Stefanko fez sobre o artista. Em 2003, ele publicou Days of Hopes and Dream: An Intimate Portrait of Bruce Springsteen, trabalho que foi bem recebido. Mas ele notou que ainda poderia fazer outro volume. “Depois do primeiro, vi que ainda tinha muito material inédito e raro”, fala. “Com estes dois livros, concluí que tive a chance rara de realizar uma viagem mágica ao lado dele. esta jornada que começou há muito tempo ainda continua estrada afora”, ele filosofa. O prefácio foi escrito pelo próprio Springsteen, que no texto exalta as qualidades do colaborador e amigo que o registrou inúmeras vezes: “Eu conheci Frank Stefanko através da Patti Smith, que me falou: ‘Bruce, tem um cara muito bom lá do seu pedaço, em Nova Jersey, você precisa trabalhar com ele’. Logo vi que o Frank é um sujeito super na boa, muito fácil de lidar. Em compensação, as fotos dele são austeras. O talento dele é despir os artistas de seus artificialismos e chegar ao âmago, ao lado mais cru. Elas carregam a pureza de um poema de rua. São adoráveis e verdadeiras, mas têm pegada”.



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Discografia U2: um passeio pelas quatro décadas de legado essencial da banda




Discografia U2: um passeio pelas quatro décadas de legado essencial da banda


Jornada sonora do U2 começou no tempo do pós-punk, visitou as tradições da música irlandesa e dos Estados Unidos e marcou terreno com o experimentalismo eletrônico e dançante

O público brasileiro teve, em outubro de 2017, uma nova chance de ver ao vivo a banda irlandesa formada por Bono (vocal), The Edge (guitarra), Adam Clayton (baixo) e Larry Mullen Jr. (bateria). O U2 veio com a turnê que celebra os 30 anos do clássico álbum The Joshua Tree, com quatro shows lotados realizados no Estádio do Morumbi, em São Paulo. O quarteto também finalizou recentemente um trabalho de estúdio, Songs of Experience, lançado no dia 1º de dezembro.

Assim, este é o momento ideal para lembrar a jornada sonora do U2, iniciada há quase quatro décadas. Os músicos começaram no tempo do pós-punk, visitaram as tradições da música irlandesa e dos Estados Unidos e marcaram terreno dentro do experimentalismo eletrônico e dançante. Hoje, são embaixadores do classic rock, ocasionalmente revisitando o que já fizeram antes. Em meio à embalagem sonora do U2, encontram-se mensagens ora políticas, ora espirituais, sempre comentando os meandros da experiência humana dentro da sociedade moderna.

Veja a discografia selecionada e comentada do U2 na galeria acima



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Exclusivo: Supla lança versão em inglês do single “Cresça e Aconteça”; ouça




Exclusivo: Supla lança versão em inglês do single “Cresça e Aconteça”; ouça


“Talent Where Is Your Talent” também deverá integrar o novo disco do cantor, previsto para o primeiro trimestre do no que vem

por Redação
15 de Dez. de 2017 às 12:26

Supla está empenhado em fazer 2017 render até o fim. Na semana passada, o artista lançou o single “Cresça e Aconteça”, que tem participação do guitarrista do Ira! Edgard Scandurra.

Às portas de completar 30 anos de carreira, Supla não é um personagem – e tem uma vida real de quem ainda precisa correr atrás

Nesta sexta, 15, o artista divulgou em primeira mão pela Rolling Stone Brasil a versão em inglês da faixa, “Talent Where Is Your Talent”. As duas canções (ouça ambas abaixo) deverão integrar o novo disco do cantor, previsto para o primeiro trimestre do ano que vem.

“Talent Where is Your Talent” foi gravada com a banda original do artista: Edgar Avian (bateria), Bruno Luiz (guitarra), Baboom (baixo). A produção é de Supla e Kuaker, do Wah Wah Studio, em São Paulo.

Em junho, o artista havia revelado uma nova canção inédita, “Waiting in Tokyo”, que ganhou um videoclipe animado (assista).



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O “Teen Spirit” de Khalid: como um adolescente solitário fez o disco de estreia mais surpreendente do ano




O “Teen Spirit” de Khalid: como um adolescente solitário fez o disco de estreia mais surpreendente do ano


“Faziam piada comigo. Tinha gente dizendo que eu era estúpido, ruim, feminino, isto e aquilo. Pensava: ‘Ok, mas ainda vou ser bem-sucedido e vocês não’”, conta o cantor de 19 anos

Khalid Robinson está ziguezagueando pelas galerias do Los Angeles County Museum of Art quando uma tela perturbadora o faz parar. Ela mostra um homem nu com um corte vertical no torso, através do qual passa outro homem, coberto de sangue. A pintura, do surrealista Victor Brauner, é chamada de Suicídio ao Amanhecer. “É de 1930!”, Khalid exclama incrédulo, lendo as informações sobre a tela na parede. “Isso é muito louco pra mim, pensar que as pessoas fazem há muito tempo arte sobre dor, sobre amor – todas as coisas sobre as quais ainda fazemos arte.” Ele fica quieto por um momento e começa a se mexer novamente. “Escrevi músicas sobre amigos que lidaram com pensamentos suicidas”, conta, seguindo uma linha de pensamento. “Nunca me senti exatamente assim, mas cheguei perto. Tipo, quis desaparecer.”

Aos 19 anos, Khalid é um prodígio do pop com uma voz macia e um pendor para músicas grandiosas e, ao mesmo tempo, relaxadas. O álbum de estreia dele, American Teen, foi lançado há alguns meses – embora pulse com batidas dançantes, sintetizadores dos anos 1980 e histórias de raiva movidas a maconha e álcool no ensino médio, a melancolia sempre está por perto.

American Teen estreou na nona posição da parada norte-americana e já é disco de ouro. Khalid apareceu em faixas com Kendrick Lamar e Future e fez amizade com Kylie Jenner, que deu ao primeiro hit dele, “Location”, um impulso crucial ao tocar a faixa no Snapchat. Daqui a poucos meses, ele pegará a estrada com Lorde, que chamou a canção dele “Young, Dumb and Broke” de “linda pra caralho” (“Eu a amo”, Khalid diz sobre a cantora).

O artista chegou há pouco tempo a Los Angeles, mas já veio ver arte no LACMA “algumas vezes”. Poucos meses atrás, comprou um BMW 428i usado conversível em El Paso, Texas, onde frequentou o equivalente ao último ano do ensino médio e de onde se mudou para ficar mais perto da indústria da música. Antes de El Paso, morou em Carthage, uma pequena cidade no interior do estado de Nova York, em Heidelberg, na Alemanha, na Geórgia e no Kentucky.

Quando tinha 7 anos, a vida dele se transformou em tragédia. Os pais tinham se separado quando ele era “muito novo”, conta, e, quando estava na 2ª série, o pai foi morto. “Atropelado – motorista bêbado, não parou.” A essa altura, Khalid estava morando na Alemanha com a mãe, Linda, que recentemente se aposentou como sargento do Exército norte-americano. “Fiquei muito triste, com raiva – as fases do luto”, ele relata. “Provavelmente é por isso que amadureci muito mais rápido do que muita gente da minha idade, porque já perdi algo superpróximo.” Além disso, ele sentiu as tensões da vida inconstante de ser “um filho de militar, em que você se muda o tempo todo e não tem nenhuma forma de estabilidade”.

A mãe dele se apresentava com uma banda e um coral do Exército e Khalid cresceu fazendo duetos com ela em casa. Na escola, participou de musicais e, em casa, estudava no YouTube clipes de cantores virtuosos, como Andrea Bocelli, o poderoso chefão da ópera pop. “Meio que fui autodidata, observando outros cantores, pegando as inflexões e como retratavam suas emoções.”

Depois da Alemanha, ele se mudou para o interior de Nova York, onde “era triste. Não sentia que tinha um lar ali”. Seu interesse em artes performáticas lhe deu certa popularidade na escola, mas também fez dele um alvo. “Minha mãe me criou como um menino autoconsciente”, conta. “Eu não era o macho alfa típico. Não tinha medo de cantar, sabe? Não tinha medo de estar em musicais. Crianças são uma merda. Faziam piada comigo. Tinha gente dizendo que eu era estúpido, ruim, feminino, isto e aquilo.” Ele pegou essa energia negativa e a transformou em motivação. “Pensava: ‘Ok, mas ainda vou ser bem-sucedido e vocês não’.”

Khalid achou que se tornaria professor de música, mas, durante o último ano em El Paso, começou a compor e gravar as próprias músicas para lidar com a solidão de estar em uma cidade nova e não conhecer ninguém. Suas vivências durante os tempos de escola foram feitas de períodos difíceis – “Pessoas te zoando, te chamando de gordo, falando merda de você” – mas compor o ajudou a aguentar. “Tive de aprender a me amar”, conta.

Ele começou a colocar suas músicas no SoundCloud, ganhando seguidores entre os colegas de classe. “Lancei esta gravação de voz para uma música chamada ‘Would You’ que nunca terminei, e o cara popular da escola disse que era uma porcaria – disse isso no Snapchat dele, por inveja, porque eu era o garoto novo. Pensei: ‘Ok, se você acha essa ruim, vou fazer outra só para te mostrar o quanto sou ruim. E, obviamente, não sou’.”

Khalid arranjou um empresário e deu um jeito de formar uma conexão com o produtor Syk Sense, que tem créditos em músicas de Drake e Travis Scott e o convidou para trabalhar com ele em um estúdio de Atlanta. “Location” – uma ode contagiante e lenta a sair do mundo digital e se encontrar cara a cara – ganhou corpo nessas sessões. Hoje, a música é um hit, mas, quando Khalid a gravou, sua principal ambição era garantir que ela estivesse no SoundCloud a tempo para o baile de formatura.

Apesar de agradecido pelo sucesso, a relação dele com a recém-adquirida adoração pública é complicada. Ele diz que sente uma grande dívida com os fãs – alega que chorou em um shopping de El Paso quando, esgotado pelo trabalho e pelo jet lag, teve de encerrar uma sessão de autógrafos de CDs mais cedo, mesmo com pessoas ainda esperando na fila. Mas essa noção de obrigação tem limites. Enquanto saímos do LACMA, um jovem casal pede para tirar uma foto, perguntando se ele é mesmo Khalid e, no processo, dizendo o nome dele incorretamente (para constar, a pronúncia é “kuh-leed”). Mesmo assim, ele é simpático, corrigindo de leve os dois e posando com cada um, mas, quando estamos em seu carro, diz: “Você não é fã de verdade se não sabe falar meu nome”. Pensa nisso, depois dá de ombros. “Não é tão importante assim. É o que decidi fazer. Sabíamos que as pessoas não dariam realmente a mínima sobre nós e pediriam fotos do mesmo jeito. Então, aguenta. Essa pode ser a melhor coisa do dia delas e é isso o que quero fazer – ajudar as pessoas.”

American Teen (“adolescente Americano”) fala basicamente de altos e baixos românticos, mas o título do álbum também é político – uma forma de combater estereótipos antiquados sobre quem é ou não realmente norte-americano. “Sou um homem afro-americano com cabelo afro, que não é o atleta típico – que não era tão masculino quanto os outros rapazes”, Khalid afirma. “E agora as pessoas me olham pensando ‘este é o Adolescente Americano…’ Especialmente com a eleição, com Trump como presidente, é uma questão de dizer: ‘Ok, posso ser negro, você pode ser branco, pode ser muçulmano, vamos ter consciência das questões e entender uns aos outros’” (Khalid foi criado como cristão, mas diz não ser muito religioso).

Ele afirma que quer que outros desajustados e estranhos tenham console com seu exemplo, em termos de sucesso artístico e material. Vê sua BMW usada como um degrau para outro carro, mais sofisticado, do tipo “chegamos lá” e, no futuro, para uma “casa ‘chegamos lá’ – mas quero comprar em El Paso, porque quero que a garotada passe em frente e diga: ‘É a casa do Khalid’. Vai ser uma inspiração para eles. É assim que nascem os sonhadores”.

Vamos para o norte de Los Angeles, onde ele tem de ir a um espaço de ensaio. Daqui a alguns dias, sairá para uma turnê de dois meses como artista principal em clubes e precisa praticar com a banda e duas dançarinas. A caminho de um estúdio de dança para aprender a coreografia, buscamos dois velhos amigos: Eric, que conhece de Carthage, e Jerry, que conheceu em El Paso. Pagou a passagem de avião dos dois, que não se conheciam, o que diz ser parte da diversão. “É como um experimento social.” Eric e Jerry ajudarão na turnê de formas que ainda não haviam sido bem definidas – “Ficaremos, tipo, na mesa de suvenires e tal”, diz Jerry

O estúdio de dança fica em um bulevar movimentado. Khalid cumprimenta Tanisha, a coreógrafa, e se posiciona entre as dançarinas. Músicas de American Teen tocam e ele se move com uma elegância tranquila. “Faça três desses meneios e, no quarto, faça como se sua vida dependesse disso”, Tanisha instrui. “Ok, tenho vida pra você”, ele responde, improvisando um chute duplo rápido. “Você está me dando o jovem James Brown!”, ela responde, encantada

De volta à BMW, Khalid coloca uma música inédita com o título provisório de “Coast v1”. “Fiz esta na semana passada”, conta. É construída em torno de um riff comedido de banjo e ele diz que a compôs pensando em Father John Misty. “Se tivesse um ídolo em termos de composição, provavelmente seria ele.” Os versos se relacionam com o que Khalid falou diante da tela de Brauner. O primeiro começa com um suicídio metafórico – “Matei um homem outro dia/ Era o homem que conheci melhor” – e depois entra em uma fantasia de fuga: “Deixei minha dor para trás/ Estou no meu caminho”.

A música é linda e triste e a letra deixa claro que, apesar do sucesso repentino, Khalid ainda tem alguns demônios para enfrentar. “Quero uma passagem só de ida para Cabo”, canta, “para poder começar de novo, sozinho no litoral”. Digo que a faixa parece ótima. Ele me agradece e sorri: “Vai saber. Posso não lançá-la nunca”.



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“Vem do nosso amor aos discos”, diz Jorge du Peixe sobre álbum de versões do Nação Zumbi




“Vem do nosso amor aos discos”, diz Jorge du Peixe sobre álbum de versões do Nação Zumbi


Radiola NZ Vol.1 traz reinterpretações de faixas de Tim Maia, Beatles, David Bowie e Gilberto Gil, entre outros; shows de lançamento acontecem no Sesc Pompeia, em São Paulo

por Lucas Brêda
15 de Dez. de 2017 às 17:51

Quando o Nação Zumbi surgiu, nos anos 1990, surpreendeu o público por misturar um vasto caleidoscópio de influências sonoras, do hip-hop ao heavy metal, passando pela música brasileira de raiz. Chico Science, histórico líder do grupo, era conhecidamente um interessado em discos, novidades e raridades. “Antes de sermos músicos, éramos ouvintes quase doentios”, analisa o atual vocalista da banda, Jorge du Peixe.

A cultura, de acordo com du Peixe, era a de “ouvir música junto”. “Antes, era importante: você comprava um vinil, juntava todo mundo. Hoje é dia é mais pelo compartilhamento”, recorda. “Sempre fizemos seleta de [fita] cassete para amigos. Fazíamos capas de discos que não existem, de músicas que não existem. Até por isso sempre fizemos, em um show ou outro, alguma versão”. Recentemente, por exemplo, o Nação Zumbi tocou David Bowie em uma edição do festival Cultura Inglesa, e os integrantes também mantêm um projeto paralelo, o Los Sebozos Postizos, em que tocam músicas de Jorge Ben.

É exatamente devido ao “amor aos discos”, segundo du Peixe, que o Nação Zumbi encerra 2017 com Radiola NZ Vol.1, um álbum inteiro de versões, que ganha vida no palco do Sesc Pompeia, em São Paulo, entre esta sexta, 15, e domingo, 17. No trabalho, a banda pernambucana dá a própria interpretação para clássicos como “Ashes to Ashes”, de David Bowie, e “Refazenda”, de Gilberto Gil, além de pérolas como “Tomorrow Never Knows” (Beatles) e “Amor” (Secos & Molhados). A última delas, inclusive, é resultado de uma parceria com Ney Matogrosso que acabou rendendo um show no palco Sunset do último Rock in Rio.

De maneira prática, Radiola NZ Vol.1 foi surgindo e sendo gravado ao longo dos últimos meses, conforme a banda desenvolveu as versões próprias das faixas escolhidas. “Tudo muito natural, baseado na visão de cada um”, explica du Peixe. “Lúcio [Maia, guitarrista] vai fazendo um riff, Dengue coloca um baixo…” Algumas canções ganharam o peso dos clássicos tambores do Nação Zumbi (como “Balanço”, de Tim Maia, e “Refazenda”) e outras ficaram mais tranquilas, com foco na melodia, caso de “Sexual Healing”, de Marvin Gaye.

“Nunca faríamos uma versão pesada de ‘Sexual Healing’”, analisa o vocalista. “É aquilo: outra intenção. Se podemos ir para vários lugares, por que ir para um lugar só? Não tem tambor em todas, várias músicas pedem isso. ‘Refazenda’ ficou pesada pelo peso do tambor, o africanismo atrelado. Há uma cobrança do que a gente faz sempre ser pesado e nós queremos quebrar com esse protocolo. Sempre quisemos fazer [as coisas] da nossa maneira.”

A seleção de músicas passou desde os anos 1960 até a década de 1980, mas, para du Peixe, “não houve cobrança de fazer algo cronológico”. “Poderia ter rolado um James Blake”, ele sugere, referindo-se ao jovem músico britânico. “Foi tudo muito residual, o que a gente foi ouvindo e lembrando na hora. Só trouxemos [as sugestões] e fomos tocando. Tipo: ‘Essa é legal, vamos outra’.”

Obviamente, o “volume 1” no fim do nome de Radiola NZ, deixa em aberto a grande possibilidade de uma continuação – um outro álbum de versões –, mas, antes disso, os fãs da banda pernambucana esperam um LP de inéditas. O mais recente deles foi Nação Zumbi, de 2014, há mais de três anos. E a próxima obra completa do grupo pode ganhar vida no ano que vem – pelo menos é o que planejam os integrantes.

“Era necessário dar esse tempo maior para a feitura do [disco] autoral”, explica du Peixe, que pouco adianta do novo material do Nação Zumbi. “Você lida com muita coisa. É legal ter um tempo maior, mas [a produção do novo álbum] está muito no começo ainda. Tem que ter cuidado e critério. Hoje em dia é complicado escrever, gritar, contestar e trazer divertimento, então tem que ser cuidadoso em vários aspectos.”



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Noel Gallagher compara Gabriel Jesus a Ronaldo: “É mais brigador, o idolatramos em Manchester”




Noel Gallagher compara Gabriel Jesus a Ronaldo: “É mais brigador, o idolatramos em Manchester”


Para o ex-vocalista e guitarrista do Oasis, jogador do Manchester City “não é como um Maradona ou um Neymar”

por Lucas Brêda
15 de Dez. de 2017 às 15:48

Noel Gallagher está de disco novo, o ousado e psicodélico Who Built The Moon?, e estampou recentemente a capa da Rolling Stone Brasil. O ex-Oasis é também torcedor fanático do Manchester City e fã declarado do jogador brasileiro ex-Palmeiras, Gabriel Jesus, que vem angariando boas atuações recentes na equipe.

Na entrevista que rendeu a matéria na RS Brasil, o Gallagher mais velho falou sobre o brasileiro, comparando-o com Ronaldo. “Acho que ele é um jogador diferente”, disse. “O Ronaldo poderia pegar a bola, passar por três marcadores e fazer um gol espetacular. Jesus é mais brigador, um moleque mais ríspido.”

(matéria de capa) Noel Gallagher: “Se o rock está morto, sabe o que o matou? A música rock”

Na passagem mais recente do U2 pelo Brasil, com quatro shows no Estádio do Morumbi, em São Paulo, Gallagher ficou responsável pelos shows de abertura, com a banda que o acompanha desde que ele saiu do Oasis, o High Flying Birds. Na primeira das apresentações, ele até dedicou a última música do set, “AKA… What A Life!” a Gabriel Jesus.

“Ele não é tipo um Maradona ou um Neymar”, seguiu Gallagher, defendido que o estilo de jogo do brasileiro é menos relacionado ao drible – e mais focado na força e na eficiência. “Na região da marca do pênalti, ele parece sempre estar lá. É um grande fazedor de gols, nós o idolatramos em Manchester. E ele consegue roubar a porra das bolas. Ronaldo não conseguia fazer isso. É um grande moleque, amo-o.”

Leia a matéria de capa da RS Brasil sobre Gallagher para vê-lo comentando a relação com o irmão, Liam Gallagher, o novo momento musical da carreira (cada vez mais distante do Oasis), o estado atual do rock no mundo (com alfinetadas em Dave Grohl) e até o atentado recente em Manchester, que teve como espécie de “hino” de luto a canção “Don’t Look Back in Anger”, composta por ele.



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Por Dentro do Mundo dos Jedi




Por Dentro do Mundo dos Jedi


Os segredos da trama do novo Star Wars – que traz um Luke Skywalker descontente e uma traumática morte na família – nas palavras do elenco e do diretor

Há muito tempo, um garotinho ganhou uma espaçonave. Ele seguiu as instruções de montagem do melhor jeito que conseguiu, encaixando os canhões, o trem de pouso, o minúsculo tabuleiro de xadrez interestelar. Rian Johnson estava segurando sua própria Millennium Falcon. “A primeira coisa que fiz foi atirá-la do outro lado do quarto para ver como seria voando”, relembra. Ele sorri. “E ela quebrou.”

Por Dentro do Mundo dos Jedi: a capa da RS Brasil sobre o novo Star Wars

Johnson cresceu, frequentou a escola de cinema, fez algumas coisas boas, incluindo o divertidamente perturbador drama de ficção científica Looper: Assassinos do Futuro (2012). Agora, tem quase 44 anos, mas as bochechas avantajadas e o jeito gentil fazem com que seja fácil imaginar a criança que foi (fácil demais, talvez – está tentando voltar a deixar crescer um cavanhaque que tinha raspado); até sua camisa de manga curta extremamente bem passada transmite uma sensação de que ele está pronto para o dia de tirar fotos na escola. É fim de outubro e Johnson está sentado em um escritório dentro dos estúdios da Disney, em Burbank, Califórnia, local que chama de lar há vários meses e onde um quadro branco declara: “Estamos trabalhando em Star Wars: Os Últimos Jedi (caso você tenha se esquecido)”. Johnson é roteirista e diretor do filme, o que significa que acabou ficando com a melhor coleção de brinquedos substitutos do mundo, incluindo uma Falcon em tamanho real que quase o fez chorar, quando a viu pela primeira vez. Ele tratou a coisa toda com o que parece ser uma mistura intrigante de reverência e peraltice – o elenco vive dizendo que nada foi exatamente como o esperado. “Sacudi um pouco as coisas”, ele diz sorrindo novamente.

Enquanto isso, no mundo real, tudo está quebrado. Nos meses desde que a franquia voltou à vida com O Despertar da Força (2015), fica a impressão de que uma criança descuidada pegou a civilização e a atirou do outro lado do quarto – e, no meio do voo, muitos dos norte-americanos perceberam que eram o Império do Mal esse tempo todo, com direito a um novo governante que até George Lucas, mesmo nessa fase moderna em que carrega mais na computação gráfica, rejeitaria como grotesca demais para ser um personagem plausível.

Estranha e curiosamente, a saga pareceu prever tudo isso – talvez não seja tão estranho quando se considera o comentário sobre a Guerra do Vietnã incorporado à trilogia original de Lucas, ou as advertências sobre a fragilidade da democracia em suas prequels. Em O Despertar da Força, dirigido por J.J. Abrams, um movimento revanchista que se chamava de Primeira Ordem se congrega em marchas ao estilo do filme O Triunfo da Vontade, mostrando a força chocante de uma ideologia que havia sido devidamente derrotada muito tempo antes. O que sobrou do governo está desmoronando e é ineficaz, então a única esperança em vista é um bando de pessoas do bem conhecido como a Resistência. Familiar, tudo isso soa.

“É de certa forma um reflexo da sociedade”, reconhece a nova heroína da saga, Daisy Ridley, que interpreta Rey e que passou de uma atriz desconhecida de Londres a grande estrela de cinema quase tão rapidamente quanto sua personagem foi de caçadora de sucata no deserto a Jedi iniciante. “Só que também é escapismo, porque há criaturas e gente correndo com lasers e tal, então acho que é uma mistura maravilhosa de ambos.”

Quanto pior o mundo fica, mais precisamos daquela galáxia distante, diz Gwendoline Christie, que faz o papel da comandante dos stormtroopers Capitã Phasma (e também é a Brienne of Tarth de Game of Thrones): “Quando os tempos são difíceis, não há nada de errado em ser transportado pela arte. Acho que todos precisamos disso. Muitos de nós estamos unidos em nosso amor por ela”.

Os Últimos Jedi, que chega aos cinemas brasileiros em 14 de dezembro, é o segundo episódio da trilogia atual e rumores sugerem que, como no “filme do meio” original, O Império Contra-Ataca, as coisas ficam mais sombrias desta vez. No entanto, Johnson nega isso, embora admita que há alguma influência do reboot moralmente ambíguo da série Battlestar Galactica que saiu nos anos 2000 (o que é engraçado, porque Lucas considerava que o seriado original, dos anos 1970, plagiava algumas coisas dele e na época entrou com um processo). “É uma das coisas com as quais espero surpreender as pessoas”, ele afirma. “Acho que é muito engraçado. Os trailers têm sido meio sombrios – o filme tem isso, mas também fiz um esforço consciente para que tivesse tudo aquilo que associo com Star Wars, em termos de tom. Isso quer dizer não só o lado Richard Wagner da coisa: tem que ter também o lado Flash Gordon.”

No final de outubro, quase ninguém tinha visto o filme ainda, mas Johnson, estranhamente, parecia livre de apreensões quanto a suas perspectivas. Emanava uma tranquilidade semelhante no set, segundo Adam Driver, que encarna o filho pródigo de Han e Leia, Kylo Ren, um venerador de Darth Vader. “Se eu tivesse aquele emprego, estaria estressado”, afirma. “Pegar do ponto em que alguém deixou e levar adiante, mas também introduzir um vocabulário que ainda não foi visto em um filme de Star Wars é uma tarefa e tanto, e algo muito difícil de acertar. Ele é incrivelmente inteligente e não sente a necessidade de fazer com que todos saibam disso” (“Parecia que estávamos brincando o tempo todo”, diz Kelly Marie Tran, que faz a maior personagem nova, Rose Tico). Algumas semanas depois de conversarmos, a Lucasfilm anunciou que Johnson havia assinado um contrato para fazer mais três longas de Star Wars na próxima década, os primeiros que fogem à dominante saga de Skywalker, o que indica que a Disney e a matriarca da Lucasfilm, Kathleen Kennedy, estão mais do que felizes com Os Últimos Jedi. E Kathleen não é alguém que fica feliz facilmente – substituiu recentemente os diretores de um spin-off sobre Han Solo no meio das filmagens e tirou o diretor original do Episódio 9, Colin Trevorrow, para abrir caminho para a volta de Abrams.

O maior triunfo de O Despertar da Força foi a apresentação de novos personagens com os quais valia a pena se importar, liderados por Rey e Kylo Ren, além de gente como o stormtrooper desertor Finn, interpretado por John Boyega, Poe Dameron (Oscar Isaac) e outros. Kylo Ren (nascido Ben Solo) matou o Han de Harrison Ford com um golpe de sabre de luz, privando Johnson de ter o cobiçado personagem para trabalhar. O filme, contudo, tinha nos deixado com a Princesa Leia (Carrie Fisher), a general que comanda a Resistência, e a revelação climática de um agora grisalho Luke Skywalker (Mark Hamill).

Os Últimos Jedi será o último Star Wars com Carrie. Nos últimos suspiros do cruel ano de 2016, ela morreu quatro dias após sofrer uma parada cardíaca durante um voo. Menos de um mês depois, cerca de 500 mil pessoas se reuniram em Washington para a Marcha das Mulheres, e Leia estava por toda parte. Havia cartazes com sua imagem e o penteado de “fones de ouvido” de 1977 acompanhando slogans (“O Lugar de uma Mulher é na Resistência” provavelmente foi o melhor).

Johnson tinha se afeiçoado à atriz e fica feliz quando eu conto que há alguns anos visitei a casa dela em Beverly Hills, um local com decoração psicodélica onde ela deu quase toda uma entrevista hilária deitada de bruços na cama. Depois, se animou fazendo piadas sobre drogas e doença mental diante de um assessor de imprensa da Disney. “Você conseguiu experimentar um pouco daquela esfera mágica que ela criou”, diz Johnson, que repassou o roteiro com Carrie naquele mesmo quarto. “Fico feliz por eu ter tido um gostinho daquilo e conhecê-la um pouco.”

Tudo que a atriz fez no filme foi mantido exatamente como foi feito por ela. “Por sorte, conseguimos uma performance totalmente completa.” Então, agora é Abrams que precisa descobrir como lidar com a ausência repentina de Carrie e Leia (ele é caracteristicamente enigmático sobre o assunto: “É uma triste realidade”, afirma. “Em termos de seguir em frente… o tempo dirá o que acabará sendo feito”).

Em geral, Johnson teve o que parece ser um nível quase impensável de autonomia ao moldar a história de Os Últimos Jedi. Ele diz que ninguém ditou ponto algum da trama, que simplesmente decidiu o que acontece a seguir, e fica espantado com a preocupação de alguns fãs com a ideia de que estão “inventando ao longo do caminho”: “A verdade é que histórias são inventadas! Seja porque alguém que criou tudo isso há dez anos e colocou no quadro branco e todos precisamos aderir, seja porque a estamos encontrando organicamente enquanto progredimos, não significa que estamos investindo menos na elaboração”.

Há uma única cena de Mark Hamill em O Despertar da Força e ela dura apenas um minuto e ele não diz nada, mas é uma atuação marcante com uma seriedade real, por um ator subestimado que havia se tornado mais conhecido por seu trabalho na Broadway e em dublagens – nos Estados Unidos, é o Coringa definitivo dos desenhos animados desde o início dos anos 1990 (“Com a dublagem”, conta, “pensei: ‘Que ótimo! Posso desencanar da minha aparência! Não preciso decorar falas!’”). Quando Rey o aborda no topo solitário da montanha onde ele presumidamente passou anos estudando o equivalente Jedi do Talmude, o rosto barbudo de Luke Skywalker alterna entre pesar, terror e anseio.

“Não olhei para aquilo como ‘ah, vai ser minha grande chance’”, afirma Hamill, que acabou de chegar ao escritório de Johnson e está sentado ao lado dele, carregando uma grande garrafa térmica cheia de café na mão direita que Darth Vader um dia decepou. Está com uma versão aparada de sua barba de Jedi mais velho, da qual aprendeu a gostar: “Raspei e pensei: ‘Quer saber, a barba realmente cobre a bochecha caída’”.

Hamill é encantador, agitado e falante – mesmo quando era mais jovem e bonito, era um geek preso no corpo de um garoto dourado. É empolgado e maravilhado o suficiente para transmitir a vaga sensação de que, como Luke, pode ter passado alguns anos solitários em um planeta distante e ainda está se readaptando à vida na Terra, ou pelo menos ao estrelato no cinema.

Ele admite ter tido “frustrações com ser excessivamente associado” a Star Wars ao longo dos anos – Skywalker lhe custou a oportunidade de fazer teste para viver no cinema, em Amadeus, o papel de Mozart, que representou no teatro – “mas nada que tenha me causado uma angústia profunda”. Ele também passou as décadas desde O Retorno do Jedi atuando e criando uma família com Marilou, sua esposa há 39 anos. Quanto a seu retorno atual ao papel de Luke? “É uma culminação da minha carreira”, afirma. “Se eu me concentrasse na enormidade disso, acho que não conseguiria funcionar. Falei isso ao Rian. Disse, por mais absurdo que pareça: ‘Vou ter de fingir que este é um filminho artístico que ninguém verá’.”

Para sua cena em O Despertar da Força, conta, “eu não sabia – e acho que nem J.J. realmente sabia – especificamente o que havia acontecido naqueles 30 anos. Sinceramente, o que fiz foi tentar dar ao J.J. uma gama de opções. Neutralidade, suspeita, dúvida… aproveitando o fato de que são só pensamentos. Amo assistir a filmes mudos. Pense no quanto podiam ser eficazes sem diálogo”.

Abrams sentiu alguma trepidação com a ideia de entregar a Hamill um roteiro com um papel tão minúsculo. “A última coisa que queria era insultar um herói da minha infância”, diz, “mas eu também sabia que potencialmente seria uma das maiores expectativas de todos os tempos”. Na verdade, a primeira reação de Hamill foi: “Que chato, não vou mais correr pela Estrela da Morte teimando com Carrie e Harrison!”

No entanto, acabou concordando com Abrams, especialmente depois que contou o número de vezes em que Luke era mencionado no roteiro – acha que foram mais de 50: “Não quero dizer ‘é a maior entrada na história do cinema’… mas com certeza foi a maior da minha carreira”.

Johnson se volta para Hamill. “Já te contei que no começo, quando estava tentando desenvolver a história”, diz, “tive uma ideia rápida, por um momento, em que pensei: ‘E se o Luke estivesse cego? E se fosse tipo o samurai cego?’ Só que não fizemos isso. De nada. Não colou” (ele acrescenta que isso foi antes de um personagem cego que usava a Força aparecer no filme paralelo de 2016 Rogue One). Hamill ri, brevemente contemplando o quão difícil essa reviravolta teria sido: “Luke, não fique tão perto da beira do precipício!”

Ele teve dificuldade suficiente com a história que Johnson realmente criou para Luke, que agora é o que o ator chama de um Jedi “desiludido”. “Não é uma história alegre de contar”, diz Hamill. Johnson confirma que o astro lhe disse logo no começo que discordava da direção que o personagem estava tomando. “Então, iniciamos uma conversa”, conta o diretor. “Fomos e voltamos e, depois de ter de explicar minha versão, eu a ajustei. E tive de justificar isso para mim mesmo, o que acabou sendo incrivelmente útil. No final me senti muito próximo de Mark. Aqueles primeiros dias batendo cabeça e depois nos unindo, esse processo sempre aproxima.”

Hamill se esforçou para imaginar como Luke poderia ter chegado a esse ponto de alienação. Um fã de rock que é amigo de Dave Davies, do The Kinks, ele começou a pensar em sonhos hippie desmoronados enquanto assistia a um documentário sobre os Beatles. “Ouvi o Ringo [Starr] falar sobre ‘bom, naquela época era paz e amor’, e como foi um movimento que basicamente não funcionou. Pensei nisso. Naqueles dias, achava que, quando chegássemos ao poder, não haveria mais guerras. A maconha seria legalizada.” Ele sorri nessa parte. “Acredito em tudo isso. Tive de usar essa sensação de fracasso para me identificar” (já sabemos que Luke estava treinando um grupo de Jedis e Kylo Ren o criticou).

O luto de Hamill pela perda de Carrie Fisher ainda está pulsante, especialmente porque os dois conseguiram renovar seu laço e suas briguinhas de irmãos espaciais, depois de décadas dormentes que tinham dado a eles cada vez menos motivos para se encontrarem. “Agora havia um nível de conforto que ela sentia comigo”, ele conta, “que eu não estava tentando arrancar dela de forma alguma. Era a mesma pessoa de quando ela me conheceu… eu era o irmão certinho, estável, e ela era a tia maluca”. Promover o filme está trazendo tudo à tona para ele. “É insuportável”, afirma. “Ela está maravilhosa no filme, mas isso acrescenta uma camada de melancolia que não merecemos. Adoraria que as emoções viessem da trama, não da vida real.”

Menciono como parece ter sido difícil para Luke: nunca ter conhecido a mãe, encontrar os corpos carbonizados dos tios que o criaram, aquelas questões paternas conhecidas, os recentes anos de isolamento. “É a vida de um herói, cara”, diz Johnson. “É isso que você precisa fazer para ser herói. Tem de ver as pessoas que ama morrerem queimadas!”

Hamill observa que a realidade também não é tão boa assim. “Às vezes”, comenta, mais calmo do que o normal, “você pensa: ‘Preferiria ter a vida do Luke em vez da minha’.”

Adam Driver tem uma pergunta para mim. “O que é emo?”

Entre o treinamento para a Marinha e as aulas na Juilliard para se tornar um dos atores mais extraordinários de sua geração, ele perdeu algumas coisas, incluindo gêneros musicais inteiros, mas o restante do mundo (incluindo uma divertida conta de paródia no Twitter) decidiu que há algo bem emo em seu personagem, como o cabelo liso, as roupas pretas e os chiliques periódicos. “Você tem alguém que ouve que é especial a vida inteira”, Driver comenta sobre o personagem, “e ele consegue sentir isso. E sente tudo provavelmente de uma forma mais intensa que as pessoas ao redor dele, entende?”

Como qualquer um que o tenha visto em praticamente qualquer coisa, até em Girls, pode dizer, o próprio ator parece sentir as coisas de um jeito mais forte que a maioria. “Não me acho uma pessoa particularmente intensa”, afirma, possivelmente não ignorando que está fazendo contato visual intenso e que está batendo o pé direito pelo excesso de energia. “Fico obcecado com algumas coisas e, tipo, gosto do processo de trabalhar em algo.” Ele está em um café no Brooklyn, em uma rua arborizada, que parece ser seu lugar preferido para dar entrevistas. Chegou cedo, recém-saído do trabalho em um novo filme de Spike Lee, usando um suéter-azul escuro com jeans preto e tênis Adidas de cano alto. Driver emana uma segurança, uma essência de aço, que é um pouco intimidadora, apesar de sua afabilidade óbvia e risada quase constante. Não é diferente de falar com Harrison Ford, que fez seu pai. Até o personagem de Driver o assassinar.

Driver, criado pela mãe e pelo padrasto pregador depois que seus pais se divorciaram quando ele tinha 7 anos, não se esquiva quando sugiro que suas próprias questões paternas podem estar à mostra. “Não sei se é sempre tão literal”, diz. Menciona que Kylo Ren também mata o personagem de Max von Sydow, que é uma espécie de “tio distante” para ele. “Ninguém me pergunta: ‘Então, você tem problemas com um tio distante?’”

John Boyega me disse em 2015 que Driver continua dentro do personagem no set, mas isso não parece ser exatamente verdade. Ele só tenta manter o foco nas emoções do personagem diante de um ambiente que não consegue deixar de achar ridículo. “Assistir Star Wars é uma aventura de ação”, compara, “mas filmar é comédia pura. Stormtroopers tentando encontrar um banheiro. Pessoas vestidas como trolls, tipo dando encontrões em portas. É hilário”. Além disso, quando usa o capacete, não consegue enxergar muito bem. “Você tem de ser discreto e astuto, mas aí uma raiz de árvore te derruba.”

Ele se recusa a ver seu personagem como mimado. “Há algo de elitista, de realeza ali”, diz, lembrando que a mãe distante do personagem é “a princesa. Acho que talvez ele esteja ciente do privilégio”. No entanto, aos 34 anos, reconhece que Kylo Ren é mais jovem: “Não quero dizer o quanto mais jovem, porque as pessoas vão fazer interpretações…” Fica corado e, mais tarde, afirma que se arrependeu de mencionar isso. Se for um spoiler da trama, não está exatamente claro como, a não ser que seja algo relacionado a uma conexão não explicada com Rey. Os dois, pelo jeito, passam um bom tempo juntos neste filme. “A relação entre Kylo e Rey é incrível”, diz Ridley, que Driver chama de “uma ótima parceira de cena”, aparentemente um de seus maiores elogios.

Inicialmente, ele não sabia ao certo se queria estar em um filme de Star Wars. “Sempre sou cético quanto a filmes de Hollywood, porque em geral são amplos demais”, afirma, mas o discurso de Abrams, enfatizando a peculiaridade do caráter de Kylo Ren como vilão conflituoso, o convenceu. “Tudo nele por fora é desenhado para projetar a imagem de que é confiante”, diz. Apenas quando está sozinho é que consegue reconhecer “o quão confuso é… o quão fraco.”

Driver pode fazer uma defesa empolgada sobre por que Kylo Ren na verdade não é vilão nenhum. “Não é como se as pessoas não estivessem vivendo na Estrela da Morte”, afirma, os olhos castanhos passando de doces a cortantes sem aviso prévio. Parece quase estar no personagem agora. “Não é também um ato de terrorismo contra as centenas de milhares de indivíduos que morreram ali? Eles não tinham famílias? Entendo que existem pessoas que podem apontar exemplos que as façam sentir que estão certas. Quando você tem certeza absoluta de que é apoiado por um poder superior acima de tudo e que está moralmente certo, não há limite no que fará para garantir sua vitória. Os dois lados se sentem assim.”

Você está começando a me convencer a entrar para o Império, digo. Ele ri e fala mais enfaticamente. “Então, os rebeldes são maus”, diz, batendo o punho cerrado na mesa. “Acredito firmemente nisso!”

Em uma noite extravagantemente chuvosa de quinta em Montreal, estou sentado no lotado e barulhento Le Vin Papillon, um bar de vinhos nomeado o quarto melhor restaurante do Canadá, segurando lugar para uma Jedi. Daisy Ridley chega pontualmente, usando um casaco fofo de pele falsa e um vestido sem manga – “o que restou do meu guarda-roupa”, diz. Seu cabelo meio curto está preso em um coque tipo Rey que a deixa reconhecível demais, mas ela não se importa. “Sempre usei meu cabelo assim. Não vou mudar.” Ela está em Montreal há três meses, rodando um filme de ficção científica dirigido por Doug Liman chamado Chaos Walking – o que “é um pouco caótico, porque estamos escrevendo à medida que filmamos e tal”, conta. “Percebi que não trabalho bem desse jeito.”

Ela está no segundo de dois dias de folga inesperada graças ao colega Tom Holland (também conhecido como o mais recente Homem-Aranha), que teve um problema no dente do siso, mas ainda está profundamente exausta. “Preciso de uma injeção de [vitamina] B na bunda”, fala, com o tipo de sotaque britânico sofisticado que faz palavrões soarem elegantes. Já parece claro que ser escalada para um tipo específico de personagem não representará para ela o tipo de problema que foi para Hamill e Carrie. Em vez disso, Ridley está ocupada de uma maneira que somente uma recente estrela de cinema de 25 anos poderia – e ainda conseguiu cumprir um plano pré-fama de voltar à faculdade por um semestre no ano passado. “Não tenho controle algum sobre minha vida”, afirma. Tem quatro filmes a caminho, sem contar o que está rodando. “Então, há muita coisa acontecendo e nunca tive de lidar com isso antes. Acho que meu cérebro não consegue exatamente acompanhar o ritmo dos fatos.” Sofre de terrores noturnos. “Acordo gritando.”

Rey teve um momento crucial no último filme, tirando seu sabre de luz do chão nevado e agarrando com ele seu destino, seu poder, seu lugar no centro da narrativa. Sua chance. Daisy ainda está absorvendo o que esse momento e essa personagem significam para mulheres e meninas, mas definitivamente sentiu mais pressão desta vez, especialmente porque, da última, “foi tudo tão insano que parecia um sonho”, diz. “Lembro que falei para o Rian: ‘Estou neurótica pra cacete neste’. Pensava: ‘Vou foder com tudo. Toda essa gente pensa essa coisa. Como faço isso?’”

Parte do problema pode ter sido a tendência de Daisy em diminuir o que conseguiu fazer no primeiro filme. Suas cenas solo comoventes no primeiro ato, especialmente o momento em que come a pequena e triste “meia-porção” de pão verde espacial, criaram uma imensa boa vontade, em segundos, por uma personagem que ninguém tinha visto antes. Ela menciona o elogio efusivo de Harrison Ford por essa cena, a ponto de ele ficar “emotivo”. “Não sei”, diz dando de ombros, essencialmente dando crédito pelo impacto a Abrams e ao diretor de fotografia do filme, Dan Mindel. “Eu só estava comendo!”

No entanto, de outras maneiras, Rey lhe deu confiança. No novo filme, conta, ofereceram uma dublê para uma cena em que uma porta abriria e a acertaria. A atriz puxou Liman de lado e disse: “‘Doug, não preciso de dublê para isso’. E pensei: ‘Não sei se isso teria acontecido se fosse com Tom Holland’”.

Diferentemente de quase todo mundo, Daisy sabe há anos quem são os pais de Rey, já que Abrams lhe contou isso no set de O Despertar da Força. Ela acredita que nada mudou: “Pensei que o que me disseram no começo é o que é”. O que é estranho, porque Johnson insiste que teve liberdade para criar qualquer resposta que quisesse à pergunta. “Não recebi nenhuma diretriz sobre o que aquilo tinha de ser”, afirma. “Nunca recebi a informação de que ela é isso ou aquilo.” A ideia de que Johnson e Abrams de alguma forma chegaram à mesma resposta parece sugerir que os pais de Rey não são personagens aleatórios inéditos. Tendo dito isso, Abrams misteriosamente sugere que pode ter havido mais coordenação com Johnson do que este demonstra, então não dá para saber o que acontece aqui – podem estar brincando conosco para preservar uma das preciosas caixas secretas de Abrams. Em todo caso, Ridley ama a especulação: suas teorias de fã preferidas envolvem concepção imaculada e viagem no tempo. Parece mais provável que ela seja filha ou sobrinha de Luke, mas, novamente, não dá para saber.

Em 2015, ela me contou que não tinha problema com a ideia de ser vista como Rey para sempre, da forma como Carrie Fisher sempre foi Leia. Agora, mudou de opinião. “Não há semelhança alguma entre a história de Carrie e a minha”, afirma, acrescentando que, embora a falecida atriz tenha essencialmente preferido escrever a atuar, ela planeja continuar “habitando” tantos personagens quanto puder. Por outro lado, “muita coisa da Rey está em mim”, diz, “mas isso não sou eu sendo a Rey. Partes minhas são uma personagem como Rey, como não poderia deixar de ser. Então, nesse sentido, entendo, porque muito da Leia é a Carrie.”

Esta trilogia terminará com a sequência de Abrams para Os Últimos Jedi e, depois, parece que o principal impulso da franquia passará para os novos e misteriosos filmes de Johnson, supostamente não conectados com a saga anterior. Para Abrams, esse será o final da história de Skywalker. “Vejo dessa forma”, afirma, “mas o futuro sempre pode mudar”.

Já no que diz respeito a Daisy Ridley, o futuro de Rey está bastante definido. Ela não quer fazer a personagem depois do próximo filme. “Não”, diz decididamente. “Eu não sabia realmente no que estava entrando, não havia lido o roteiro, mas pelo que consegui entender gente muito boa estava envolvida, então pensei: ‘Legal’. Agora, acho que tenho ainda mais sorte do que achava naquela época, por fazer parte de algo que dá tanto a sensação de voltar para casa.”

Só que, ahn, isso meio que parece um “sim”. “Não”, ela diz novamente, dando um leve sorriso. “Não, não, não. Estou muito, muito empolgada em fazer o terceiro e fechar o círculo, porque, essencialmente, topei fazer três filmes. Então, na minha cabeça, são três. Acho que parecerá a hora certa de encerrar.”

E quanto a voltar 30 anos depois, como seus antecessores fizeram? Ela pensa seriamente nisso, entre mordidas na couve-de-bruxelas (dividimos o prato, o que significa que ela ficou com… meia-porção). “Quem sabe? Sinceramente, sinto que o mundo pode acabar nos próximos 30 anos, então se até lá não estivermos vivendo no subterrâneo em uma série de celas interconectadas… claro. Talvez. Só que, novamente, sei lá. Porque o que achei tão maravilhoso foi que as pessoas realmente queriam isso. E foi feito por pessoas que realmente amam isso.”

Ela pensa ainda mais nisso, nesta nova trilogia Star Wars que criamos na hora. “Que idade terei?”, pergunta antes de fazer a conta. “Cinquenta e cinco”. Ela parece muito jovem por um momento, enquanto tenta se imaginar como uma Jedi de meia-idade. Então, desiste. De qualquer forma, está na hora de ir – vão buscá-la às 5h25 para voltar ao set. “Porra”, Ridley fala. “Não consigo pensar em um futuro tão distante.”



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Em teaser, Erasmo Carlos apresenta “Não Existe Saudade no Cosmos”, single do próximo disco dele




Em teaser, Erasmo Carlos apresenta “Não Existe Saudade no Cosmos”, single do próximo disco dele


Faixa é a primeira revelada do próximo LP de inéditas do Tremendão, que deve sair em 2018 seguindo a linha do clássico Carlos, Erasmo, de 1971

por Redação
14 de Dez. de 2017 às 17:21

O Tremendão está de volta. Erasmo Carlos lança na sexta, 15, o primeiro single do próximo do álbum de inéditas, cujo título ainda não foi divulgado e a data de lançamento está prevista para o primeiro semestre de 2018.

Abaixo, assista à faixa “Não Existe Saudade no Cosmos” sendo apresentada pelo cantor em teaser inédito, publicado com exclusividade pelo site da Rolling Stone Brasil. A canção tem composição de Teago Oliveira, baiano que é vocalista e líder da banda Maglore.

“Quando mostrei para a minha banda, todo mundo reconheceu o Erasmo nela”, comenta Oliveira, em comunicado à imprensa, sobre a origem da composição. Já o Tremendão disse: “Ouvi a música e pensei comigo mesmo: o Teago é meu companheiro de imaginação, pois o Cosmos que eu imagino é igual ao dele, um lugar onde não existe saudade porque o amor é constante.”

“Não Existe Saudade no Cosmos” foi gravada por Carlos em agosto, como parte da primeira leva de canções do novo álbum registradas por ele, com ajuda de Marcus Preto (direção artística) e Pupillo (baterista do Nação Zumbi, como produtor), além de Guilherme Monteiro (guitarra e violão), Bruno Di Lullo (baixo), Carlos Trilha (sintetizadores), Luiz Lopez (violão de aço e backing vocais) e Pedro Dias (backing vocais).

Além das quatro faixas gravados por Carlos no último mês de outubro, entre as quais está o novo single, o ícone da Jovem Guarda deve voltar ao estúdio em fevereiro para registrar outras oito canções. O álbum é inteiro de inéditas, incluindo composições de nomes como Milton Nascimento a Emicida, faixas do próprio Carlos.

O próximo disco de Erasmo Carlos, 30º nas mais de cinco décadas de carreira e cujo título não foi divulgado, dá sequência à “trilogia rock and roll” dele, que incluiu Rock ‘n’ Roll (2009), Sexo (2011) e Gigante Gentil (2014). Segundo o comunicado enviado à imprensa, o novo LP é mais focado na canção e segue a linha de Carlos, Erasmo, clássico trabalho que ele lançou em 1971.

Saiba mais sobre o single “Não Existe Saudade no Cosmos” com o vídeo abaixo.



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Os Simpsons previu que a Disney compraria a Fox em episódio de 1998




Os Simpsons previu que a Disney compraria a Fox em episódio de 1998


Transação entre gigantes do entretenimento custou US$ 52 bilhões e foi anunciada nesta quinta, 14

por Redação
14 de Dez. de 2017 às 17:03

O grupo Walt Disney anunciou nesta quinta, 14, que comprou parte da 21st Century Fox por US$ 52,4 bilhões. A notícia pode ter sido surpresa para alguns, mas não para os fãs de Os Simpsons. Assim como fez com a presidência de Donald Trump, o escândalo de corrupção da FIFA e os problemas financeiros da Grécia, a série norte-americana previu a transação entre os gigantes do entretenimento.

No episódio de 1998, chamado “When You Dish Upon a Star”, Homer Simpson se torna o assistente pessoal de Alec Baldwin e Kim Basinger, que se mudam para Springfield na esperança de fugir dos holofotes. O protagonista também encontra Ron Howard, e o irrita tentando apresentar um roteiro que envolve um robô assassino que viaja pelo tempo e uma torta falante. Depois de Homer receber uma ordem judicial para não se aproximar de todos eles, o diretor aparece levando o roteiro para a 20th Century Fox, que, de acordo com um gigante outdoor, é agora uma “divisão da Walt Disney Co.”

Os melhores episódios de Os Simpsons

A transação inclui os estúdios de cinema e TV, redes de entretenimento a cabo e empresas internacionais de TV de Rupert Murdoch. A Fox Broadcasting, Fox News, Fox Business, FS1, FS2 e Big Ten Network ficaram de fora da operação e continuam sob o controle do empresário. Já franquias como X-Men, Avatar e Simpsons, além de canais como FX Networks e National Geographic, farão parte do portfólio da Disney.

Para celebrar a mudança no maior estilo Os Simpsons, o produtor executivo James L. Brooks postou um desenho no Twitter que reúne os personagens Homer e Bart Simpson com o grande símbolo da Disney, o Mickey.



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